sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Português


    
     O Conteúdo que compões a matéria de Português é vasto e cheio de casos especiais. Mesmo que todos falantes de português sejam capazes de fazer alguma pontuação mínima nesta prova, não se engane: saber interpretar os textos e conhecer a grande quantidade de regras e particularidades de nossa língua requer muito estudo. Lembre-se de que em alguns vestibulares as provas de português e redação compões juntas o escore de Língua Portuguesa, de modo que os acertos em uma prova compensam os erros na outra. Assim, atingir uma boa pontuação na prova de português pode nos livrar de desagradáveis surpresas da nota da redação.
     As regras gramaticais não são como as leis físicas ou como as formulas matemáticas: elas admitem exceções. Em alguns casos são tantas que não é possível nem mesmo formular uma regra. Desta forma, se você for estudar somente as regras isso não será garantia de bom desempenho. O que você precisa saber são as exceções. São exatamente elas que caem nas provas, já que são a medida do conhecimento culto de nossa língua. Estude-as e você estará estudando exceções. Se for possível, ame as exceções. Em suma, não estude como se as regras fossem o total da gramática: nos casos especiais estará a solidez do seu estudo.
     No dia da prova, quando for fazer a de Português, leia as questões referentes aos textos antes dos textos. Assim, logo na primeira leitura você já terá uma ideia de como preencher as lacunas do texto e já poderá sublinhar partes que se referem as questões.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 75.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dica de Vestibular: REDAÇÃO



     Começo pela redação porque ela é realmente um caso à parte e tem sempre um grande peso no resultado final. O aluno deve ser não somente disciplinado e criativo, mas também deve controlar o tempo. Você deve ser capaz de acabá-la em 2 horas no máximo.
     No dia da prova de Português e redação, comece lendo o tema da Redação, depois dê aquela passada de olhos na prova de português antes de fazer o rascunho. Antes ainda de começar a escrever, faça um esquema do seu texto: título, introdução, desenvolvimento e a conclusão. A redação deverá ser uma dissertação, isto é, a defesa de um ponto de vista de uma opinião sobre o tema proposto. Esta “defesa” pode conter uma breve narrativa ou experiência pessoal como parte do argumento, mas não é uma mera narrativa, não é uma história. Você deve encontrar motivos, fatos e justificativas que permitem sustentar seu ponto de vista, o que formará o chamado “desenvolvimento”. A sua opinião estará sintetizada no título, citanda na introdução e explicada conclusão.
     A extensão do texto a ser elaborado é limitada por um numero máximo e mínimo de linhas. Um texto mais curto pode conter menos erros gramaticais, mas poderá pecar na exposição das ideias. Um texto mais lingo pode ajudar a expor seu ponto de vista, mas leva a uma maior chance de erros gramaticais. Então, vamos pensar em fazer uma redação de 40 linhas. Sugiro que a dissertação tenha quatro parágrafos: Introdução, você sintetiza o tema proposto, cita os argumentos que serão expostos nos desenvolvimentos 1 e 2 e adianta em linhas gerais, a conclusão: isso em 6 ou 8 linhas. No Desenvolvimento 1 você expõe um primeiro ponto de vista a respeito do tema, explica tal opinião e adiciona um exemplo, tudo isso em 10 ou 12 linhas. No Desenvolvimento 2, rebata ou torne mais consistente a explicação dada anteriormente, com argumentos contrários ou mais profundos, utilizando-se de algum exemplo relacionado à história mundial ou à atualidade (por isso estudar História e Geografia ajuda muito na redação): use mais umas 12 ou 13 linhas. Na conclusão relacione os argumentos apresentados nos desenvolvimentos, extraindo uma moral, uma tese, uma opinião que supere os exemplos, apontando soluções possíveis ou qual é o melhor argumento, isso dentro de 8 a 10 linhas. O importante é você tentar realmente defender um ponto de vista, dizer o que pensa e encontrar razões que sustentem suas opiniões.
     Só há uma forma de estudar redação: praticando. Reserve um horário de 2 horas cada quinze dias para fazer uma redação. Você precisará de alguém para corrigi-las, seja professor do colégio, do cursinho, ou um professor particular. Além disso, são interessantes aqueles livros sobre “Redação no vestibular”. Sugeri alguns no Apêndice 6. Outra coisa que pode ajudar na redação. é estar bastante familiarizado com os chamados “conetivos”: assim, logo, portanto, desta forma, desta maneira, consequentemente, além disso, além do mais, em primeiro lugar, primeiramente, por isso, no entanto, contudo, todavia, entretando, na medida em que, à medida que, em suma, finalmente, etc. Estes conetivos darão fluidez e elegância ao seu texto, além de ajuda-lo a expor seus argumentos com clareza máxima. 

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 73,74.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como conciliar a vida adulta com os estudos?

Especialista fala como incluir o hábito de estudar em meio a tantas obrigações familiares e profissionais.Conquistar uma vaga pública, fazer um curso superior ou atualizar o currículo profissional. Esses são alguns dos motivos que levam milhares de pessoas de volta à rotina de estudos. 

Para o psicólogo especialista em ciências cognitivas, Fernando Elias José, é possível conciliar esta tarefa em meio à rotina de obrigações, desde que a pessoa esteja disposta a se dedicar. 

“O que eu recomendo é que os estudantes estejam por “inteiro” em cada momento em que estiverem vivendo, ou seja, quando estiverem estudando prestem atenção no estudo e quando estiverem com a família ou no trabalho vivam esse momento.” fala o especialista. Para quem se identifica com essa situação, a dica do profissional é manter a disciplina e a organização.

“A frequência do estudo deve ser feita a partir de um planejamento que deverá ser realizado com metas reais e palpáveis.  Se a pessoa se organizar em estudar uma hora por dia, por exemplo, deverá fazer isso todos os dias, pois dessa maneira estará educando seu cérebro para essa rotina de estudos.” fala Fernando.

Não se apegue ao “se”
Ao assumir uma rotina de estudos junto ao dia a dia atribulado, é comum que o sentimento de culpa apareça quando, às vezes, o que foi proposto não é cumprido. Neste momento, a pessoa pode começar a desenvolver pensamentos que criam verdadeiros empecilhos na hora do estudo.São pensamentos como: “Ah, se eu tivesse mais tempo”, “Ah, se eu não tivesse que trabalhar!”, entre outras situações para justificar aquilo que deveria ter sido feito.

Em casos como estes, o Dr. Fernando recomenda a troca de pensamentos destrutivos por pensamentos mais saudáveis, que possam trazer solução e resultados positivos ao estudante. “Ao perceber este erro, o estudante deve sair do papel de vítima e assumir a postura de responsável por seus atos, se propondo a resolver a situação com um novo plano de estudos e organização.” comenta o especialista.

Fernando Elias José é psicólogo, mestre em Cognição Humana na PUCRS, especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pela WP Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, com Curso de Extensão em Psicoterapia Cognitiva na UFRGS. Ministra palestras e é membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas. Há doze anos dedica-se à pesquisa em Ciências Cognitivas e vem trabalhando com preparação para provas e concursos. Realiza também atividades como consultor comportamental em empresas.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sem tempo para brincar?

Muitos pais exageram na dose e criam agenda de adultos para suas crianças.

Com a correria cotidiana, parece ser pecado destinar parte do dia à ociosidade, mesmo quando ainda se é criança. Nesse caso, a escolha por ocupar quase todos os minutos que seriam livres geralmente é dos pais e nem sempre é levada em consideração a opinião dos pequenos. Agora, qual será a medida certa para inserir tarefas extracurriculares na agenda deles?

A dica da educadora Maria Cecília Rodrigues de Oliveira, editora do Agora Sistema de Ensino e do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva, é os pais estarem sempre atentos para conseguirem identificar quando os filhos estão sobrecarregados.
“Cada criança reage de uma forma. Daí a importância de os pais conhecerem bem o comportamento de seus filhos para que possam estabelecer um parâmetro entre antes do início das tarefas extracurriculares e depois. Sugiro a eles observarem a ocorrência de mudanças bruscas de comportamento da criança, como sinais de insônia, inapetência, cansaço, desatenção excessiva, irritabilidade, agressividade, choro sem explicação aparente e apatia”, afirma.

É normal que os pais tenham dúvidas sobre qual é a melhor maneira de preparar as crianças para o mundo adulto, mas a especialista ressalta que é importante eles refletirem bem antes de sair matriculando os pequenos nas mais diversas atividades. 

“O mais importante é que a decisão de frequentar um curso extra esteja pautada no desejo genuíno da criança, mesmo que os pais considerem que ela não apresenta grandes habilidades para aquilo. E, na medida do possível, viabilizar o acesso dos filhos a diferentes oportunidades para eles fazerem suas próprias escolhas”, destaca a editora.

No entanto, nem sempre uma criança tem clareza do que lhe está sendo proporcionado e qual o significado disso em sua vida; então, argumentar a favor da continuidade de algo que não lhe é prazeroso parece fadado ao fracasso. 

E a professora aconselha os pais a acompanhar o desempenho dos filhos nessas aulas, buscando informações sobre o comportamento e os relacionamentos deles nesses locais. 

“Se os adultos perceberem que não há interesse por parte da criança em fazer determinada atividade, repensem sobre quão madura emocionalmente ela está para assumir novas responsabilidades. Às vezes, é melhor adiar um pouco”, explica Maria Cecília.

 Como é por meio do “brincar” que a criança aprende pouco a pouco quem é ela e o outro e quais são as dimensões do próprio corpo e suas possibilidades e limitações, os adultos devem estar atentos para não tirar o espaço para as brincadeiras do dia a dia dos filhos.

 “É brincando que uma criança exercita diferentes papéis, aprende a elaborar hipóteses e a lidar com as fantasias. A brincadeira possibilita à criança vivenciar um mundo mágico e criativo que lhe abre portas para usufruir a realidade de modo saudável, seja na interação com outras pessoas como no prazer que encontra nas atividades que realiza”, finaliza.

O Agora e o Ético, os dois sistemas de ensino da Editora Saraiva, respeitam o direito de brincar da criança ao proporem atividades lúdicas como situações de aprendizagem. Com conteúdos significativos e múltiplas linguagens, os materiais buscam contribuir com o educador ao oferecerem possibilidades didáticas de aproximação entre o dia a dia e o contexto escolar. 

Os dois sistemas disponibilizam completa linha de materiais didáticos, da educação infantil ao pré-vestibular, além de um conjunto de soluções educacionais integradas. Isso inclui portal para alunos e educadores, cursos presenciais e a distância para professores e gestores municipais, análise de desempenho escolar e ampla assessoria pedagógica.

Fonte: Planeta Educação

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sala de aula sem professor

Esther Pillar Grossi*



Inimigos de Classe é o nome da forte peça de teatro com a qual Luciano Alabarse brinda Porto Alegre neste momento. Esteve em cartaz no Theatro São Pedro e voltará a ser apresentada a partir do próximo dia 30, durante quatro semanas, no Centro Municipal de Cultura. 

Um, dentre muitos aspectos que Inimigos de Classe suscita em quem vivencia a realidade de algumas escolas públicas,são faltas frequentes de professores. 

Assisti a Inimigos de Classe há dias e não consegui escrever imediatamente a respeito do que me ocorreu sentir e pensar durante o espetáculo impactante. Um pouco do que senti e pensei transcrevo a seguir, provocada pela eloquência de uma boa obra de arte. 

Todo santo dia mergulhada que estou na trama escolar de escolas públicas pelo Brasil afora, na Colômbia e em Cabo Verde, apalpei a atualidade estarrecedora de Inimigos de Classe, escrita em 1935, na Inglaterra. 

A falta de professores nas salas de aula é uma realidade tão corriqueira em escolas públicas, que faz com que a gente ouça e sinta a tragédia dos alunos de Inimigos de Classe, à espera de um professor que não vem,como pungentemente familiar. 

Autora diz que professores faltam às aulas porque não têm prazer de ensinar. Você concorda?

Pasmem, em uma "boa" escola pública de Porto Alegre, cuja média dos salários dos seus 70 professores é R$ 5 mil, a cada dia, há anos, acontece em média ausência de oito deles. Estas ausências obrigam diariamente a uma adaptação do horário de cada turma e naturalmente um viés assassino nos planejamentos já preparados para tentar levar os alunos a se apropriarem das riquezas do patrimônio cultural e científico que nos legaram nossos antepassados, razão específica da existência das escolas. 

Dentre as muitas experiências de alunos sem professora, uma me marcou quando reuni, depois de um curso de matemática, um grupo de professores desejosos de continuar estudando essa apaixonante disciplina científica. Fizemos um planejamento em torno de um campo conceitual superinteressante, que é o sistema de numeração. Dispusemos material multibase para todos os participantes e, passadas seis semanas, nenhuma das 10 professoras, cada uma de uma escola diferente, executou o planejamento devido à falta de colegas professores. Não havia possibilidade de executar seus planejamentos didáticos previstos para uma só turma em outra com o dobro de alunos. Juntar duas turmas é uma das alternativas para tapar o buraco de uma professora faltante. 

E por que há professores que faltam tanto? Por um lado, por irresponsabilidade deles. Mas, fundamentalmente, o que desmotiva um professor é ensinar pouco e não curtir as imensas alegrias de quem faz aceder ao conhecimento uma turma de alunos. 

Mas, por que ensinam pouco? Porque utilizam metodologia ineficaz, calcada em explicações que embrutecem. Embrutecem porque seguem a lógica dos conhecimentos a ensinar, e não a lógica na qual os alunos aprendem. Para que isso mude, é necessário que a formação dos professores seja outra, mas principalmente que esta nova formação inclua a força prodigiosa do desejo de ensinar de professores com a qual, associada a muitos e sólidos conhecimentos científicos, vá realizar o que Freud caracteriza como atividades profissionais impossíveis: curar, educar e governar. Impossível para Freud é aquilo que só é conseguido com as energias próprias do desejo, capazes de inventar diante dos impasses surpreendentes que os impossíveis contemplam.

*Doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade de Paris