Mostrando postagens com marcador Professor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Professor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pais ajudam no aprendizado


Escola cria cartilha enfatizando a importância da participação dos familiares na rotina dos estudos

Estabelecer uma rotina de estudos e oferecer local adequado. Essas são duas das principais responsabilidades dos pais, Quando o assunto é tarefa de casa (ou o dever de casa) repassada pelas escolas. Mesmo com uma rotina cada vez mais apertada, o ideal é que os pais encontrem um tempo para acompanhar e estimular o aluno.
                A pedagoga do serviço de Orientação Educação do Colégio Marista Rosário, na Capital, Mariana Areta, ressalta que a presença dos pais é fundamental e muito importante para reforçar o valor do estudo. Mariana trabalhou na elaboração de uma cartilha destinada aos pais, com orientações sobre as tarefas de casa. A ideia é que o material dê suporte como se comportar de maneira a ajudar a potencializar os estudos dos filhos.
                “A cartilha surgiu de uma situação que começamos a observar em relação às dúvidas que alguns pais apresentavam quando os filhos ingressavam no colégio; e também a partir de um pouco de desvalorização dessas atividades”, explica a orientadora. Entre os questionamentos estavam a necessidade de os pais permanecerem junto aos filhos durante o tema; e o quanto se ajuda ou prejudica.
                Com a chegada da filha Giorgia ao 1º ano do Ensino Fundamental, essas dúvidas passaram a estar mais presentes para a empresária Graciela Scartom. “A angústia era de como ajudar sem prejudicar”, confessa a mãe. Assim, foi estabelecida uma rotina, que permitisse à filha ter um espaço de estudo, e houve a participação na rotina escolar. Para Graciela, essa foi uma maneira de também ampliar os laços com a filha. “Os pais acabam ficando apenas cumprindo a obrigação de levar e buscar no colégio. Por isso, passamos também a acompanhar e a valorizar os avanços que ela tem, estimulando ainda mais a importância do Ensino”, revelou.
                A pedagoga diz que a ideia básica é que os filhos tenham um suporte de apoio. “a tarefa de casa de ver valorizada e estimulada pelos pais, porque representa a continuidade do Ensino.” Além disso, Mariana lembra que é preciso ter cuidado no momento de ajudar, para não realizar a atividade pela criança.
                A tarefa de casa desempenha ainda papel importante na formação do estudante, uma vez que representa a continuidade do assunto, o reforço do que foi ensinado e também é capaz de revelar algumas dificuldades no entendimento para a especialista, “Essa atividade é uma maneira de permitir a troca de ideias, de apresentação dos conteúdos e serve ainda de base para a avaliação do desempenho e do aprendizado do aluno sobre o que está sendo ensinado em aula”, Resume. 

Fonte: Correio do Povo, 27 de maio e 2012.
Página: 11

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Geografia



A prova de Geografia pode variar bastante dependendo da universidade e do ano do vestibular. Em alguns anos muitos detalhes são perdidos; em outros, mais um conhecimento geral. Ao estudar Geografia, trabalhe diretamente com um Atlas Geográfico competente, desenhe mapas e use linhas do tempo. Tente ligar ao máximo os conteúdos sobre meio-ambiente e cobertura vegetal com a matéria de biologia. Não se esqueça de dar destaque à Geografia Humana, os movimentos populacionais (Incluindo os da História do Brasil) e as pirâmides etárias, que são questões recorrentes.
                Importantíssimo: Leia os jornais, Não precisa ler tudo ou demorar horas a cada dia. Apenas pegue o jornal, olhe as manchetes sobre o que está acontecendo no mundo. Preste a atenção nos assuntos mais discutidos. Faça isso reservando 15 minutos no início do dia para ler o jornal. Esta sugestão serve também para História.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 78.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Física



A prova de física não possui muitos mistérios: é fácil identificar sobre o que cada questão trata e um pouco de raciocínio é suficiente para eliminar algumas respostas. Porém, é importante conhecer bem a matéria e as fórmulas. O bom, no caso, da Física, é que as algumas fórmulas são intuitivas e já contêm parte do que é preciso saber da matéria. Por exemplo: que a velocidade é a variação do deslocamento dividida pelo tempo ou que a aceleração é a variação da velocidade em determinado tempo, isso é intuitivo.
                Assim, estude com as fórmulas e faça exercícios. Se você souber as fórmulas e o que cada símbolo delas significa, são grandes as chances de um bom desempenho. Eu sugiro que todas as fórmulas sejam decoradas, de modo que você possa, logo que a sineta tocar no dia do vestibular, escrevê-las todas na capa da prova de física, como uma garantia de que você terá todas para trabalhar com calma no tempo que resta.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 76, 77.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Matemática


  
   Esta matéria é bastante temida por grande parte dos candidatos. O motivo é evidente: nas questões de matemática, é exigido mais do que a aplicação das formulas de cada conteúdo; quem as elabora procura trabalhar com o raciocínio matemático do candidato. Muitas vezes não conseguimos nem mesmo identificar sobre o que a questão trata – “Este é um problema de progressão Geométrica, Geometria plana ou Análise Combinatória?”.
     Para superar este desafio, o primeiro passo é conhecer as matérias e as formulas. Se conseguir, decore as fórmulas até que você consiga escrevê-las com os olhos fechados. Treine desenhar as figuras da geometria e se familiarize com os gráficos. Mas, principalmente, faça os exercícios. Porém, se você quer obter um desempenho bom na prova de matemática, você não deve apenas fazer os exercícios, mas também desenvolver a habilidade de identificar o propósito de cada questão. O melhor modo de adquirir esta habilidade é fazendo as provas do vestibular dos anos anteriores, onde as matérias aparecem misturadas. Não adianta fazer 15 exercícios “sobre Trigonometria”, um seguido do outro, porque já se sabe da antemão as fórmulas e mais ou menos o que será exigido. É importante tentar resolver os exercícios sem saber de que matéria eles são.
     Outro modo de tentar adquirir um raciocínio matemático é tentando explicar as matérias ou os passos para resolver as questões por escrito. Isso pode parecer impossível, mas não é. Tente elaborar uma lista de procedimentos, para resolver questões envolvendo triângulos, e procure explicar com suas palavras qual a diferença entre Arranjo e Combinação Simples quando estudar análise combinatória. Faça, você mesmo, gráficos e tabelas. Procure as diferenças conceituais entre Progressão aritmética e Geométrica. Tente escrever estas distinções e preste mais a atenção nos textos dos livros de matemática do que nas fórmulas.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 76.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Português


    
     O Conteúdo que compões a matéria de Português é vasto e cheio de casos especiais. Mesmo que todos falantes de português sejam capazes de fazer alguma pontuação mínima nesta prova, não se engane: saber interpretar os textos e conhecer a grande quantidade de regras e particularidades de nossa língua requer muito estudo. Lembre-se de que em alguns vestibulares as provas de português e redação compões juntas o escore de Língua Portuguesa, de modo que os acertos em uma prova compensam os erros na outra. Assim, atingir uma boa pontuação na prova de português pode nos livrar de desagradáveis surpresas da nota da redação.
     As regras gramaticais não são como as leis físicas ou como as formulas matemáticas: elas admitem exceções. Em alguns casos são tantas que não é possível nem mesmo formular uma regra. Desta forma, se você for estudar somente as regras isso não será garantia de bom desempenho. O que você precisa saber são as exceções. São exatamente elas que caem nas provas, já que são a medida do conhecimento culto de nossa língua. Estude-as e você estará estudando exceções. Se for possível, ame as exceções. Em suma, não estude como se as regras fossem o total da gramática: nos casos especiais estará a solidez do seu estudo.
     No dia da prova, quando for fazer a de Português, leia as questões referentes aos textos antes dos textos. Assim, logo na primeira leitura você já terá uma ideia de como preencher as lacunas do texto e já poderá sublinhar partes que se referem as questões.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 75.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dica de Vestibular: REDAÇÃO



     Começo pela redação porque ela é realmente um caso à parte e tem sempre um grande peso no resultado final. O aluno deve ser não somente disciplinado e criativo, mas também deve controlar o tempo. Você deve ser capaz de acabá-la em 2 horas no máximo.
     No dia da prova de Português e redação, comece lendo o tema da Redação, depois dê aquela passada de olhos na prova de português antes de fazer o rascunho. Antes ainda de começar a escrever, faça um esquema do seu texto: título, introdução, desenvolvimento e a conclusão. A redação deverá ser uma dissertação, isto é, a defesa de um ponto de vista de uma opinião sobre o tema proposto. Esta “defesa” pode conter uma breve narrativa ou experiência pessoal como parte do argumento, mas não é uma mera narrativa, não é uma história. Você deve encontrar motivos, fatos e justificativas que permitem sustentar seu ponto de vista, o que formará o chamado “desenvolvimento”. A sua opinião estará sintetizada no título, citanda na introdução e explicada conclusão.
     A extensão do texto a ser elaborado é limitada por um numero máximo e mínimo de linhas. Um texto mais curto pode conter menos erros gramaticais, mas poderá pecar na exposição das ideias. Um texto mais lingo pode ajudar a expor seu ponto de vista, mas leva a uma maior chance de erros gramaticais. Então, vamos pensar em fazer uma redação de 40 linhas. Sugiro que a dissertação tenha quatro parágrafos: Introdução, você sintetiza o tema proposto, cita os argumentos que serão expostos nos desenvolvimentos 1 e 2 e adianta em linhas gerais, a conclusão: isso em 6 ou 8 linhas. No Desenvolvimento 1 você expõe um primeiro ponto de vista a respeito do tema, explica tal opinião e adiciona um exemplo, tudo isso em 10 ou 12 linhas. No Desenvolvimento 2, rebata ou torne mais consistente a explicação dada anteriormente, com argumentos contrários ou mais profundos, utilizando-se de algum exemplo relacionado à história mundial ou à atualidade (por isso estudar História e Geografia ajuda muito na redação): use mais umas 12 ou 13 linhas. Na conclusão relacione os argumentos apresentados nos desenvolvimentos, extraindo uma moral, uma tese, uma opinião que supere os exemplos, apontando soluções possíveis ou qual é o melhor argumento, isso dentro de 8 a 10 linhas. O importante é você tentar realmente defender um ponto de vista, dizer o que pensa e encontrar razões que sustentem suas opiniões.
     Só há uma forma de estudar redação: praticando. Reserve um horário de 2 horas cada quinze dias para fazer uma redação. Você precisará de alguém para corrigi-las, seja professor do colégio, do cursinho, ou um professor particular. Além disso, são interessantes aqueles livros sobre “Redação no vestibular”. Sugeri alguns no Apêndice 6. Outra coisa que pode ajudar na redação. é estar bastante familiarizado com os chamados “conetivos”: assim, logo, portanto, desta forma, desta maneira, consequentemente, além disso, além do mais, em primeiro lugar, primeiramente, por isso, no entanto, contudo, todavia, entretando, na medida em que, à medida que, em suma, finalmente, etc. Estes conetivos darão fluidez e elegância ao seu texto, além de ajuda-lo a expor seus argumentos com clareza máxima. 

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 73,74.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como conciliar a vida adulta com os estudos?

Especialista fala como incluir o hábito de estudar em meio a tantas obrigações familiares e profissionais.Conquistar uma vaga pública, fazer um curso superior ou atualizar o currículo profissional. Esses são alguns dos motivos que levam milhares de pessoas de volta à rotina de estudos. 

Para o psicólogo especialista em ciências cognitivas, Fernando Elias José, é possível conciliar esta tarefa em meio à rotina de obrigações, desde que a pessoa esteja disposta a se dedicar. 

“O que eu recomendo é que os estudantes estejam por “inteiro” em cada momento em que estiverem vivendo, ou seja, quando estiverem estudando prestem atenção no estudo e quando estiverem com a família ou no trabalho vivam esse momento.” fala o especialista. Para quem se identifica com essa situação, a dica do profissional é manter a disciplina e a organização.

“A frequência do estudo deve ser feita a partir de um planejamento que deverá ser realizado com metas reais e palpáveis.  Se a pessoa se organizar em estudar uma hora por dia, por exemplo, deverá fazer isso todos os dias, pois dessa maneira estará educando seu cérebro para essa rotina de estudos.” fala Fernando.

Não se apegue ao “se”
Ao assumir uma rotina de estudos junto ao dia a dia atribulado, é comum que o sentimento de culpa apareça quando, às vezes, o que foi proposto não é cumprido. Neste momento, a pessoa pode começar a desenvolver pensamentos que criam verdadeiros empecilhos na hora do estudo.São pensamentos como: “Ah, se eu tivesse mais tempo”, “Ah, se eu não tivesse que trabalhar!”, entre outras situações para justificar aquilo que deveria ter sido feito.

Em casos como estes, o Dr. Fernando recomenda a troca de pensamentos destrutivos por pensamentos mais saudáveis, que possam trazer solução e resultados positivos ao estudante. “Ao perceber este erro, o estudante deve sair do papel de vítima e assumir a postura de responsável por seus atos, se propondo a resolver a situação com um novo plano de estudos e organização.” comenta o especialista.

Fernando Elias José é psicólogo, mestre em Cognição Humana na PUCRS, especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pela WP Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, com Curso de Extensão em Psicoterapia Cognitiva na UFRGS. Ministra palestras e é membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas. Há doze anos dedica-se à pesquisa em Ciências Cognitivas e vem trabalhando com preparação para provas e concursos. Realiza também atividades como consultor comportamental em empresas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Sala de aula sem professor

Esther Pillar Grossi*



Inimigos de Classe é o nome da forte peça de teatro com a qual Luciano Alabarse brinda Porto Alegre neste momento. Esteve em cartaz no Theatro São Pedro e voltará a ser apresentada a partir do próximo dia 30, durante quatro semanas, no Centro Municipal de Cultura. 

Um, dentre muitos aspectos que Inimigos de Classe suscita em quem vivencia a realidade de algumas escolas públicas,são faltas frequentes de professores. 

Assisti a Inimigos de Classe há dias e não consegui escrever imediatamente a respeito do que me ocorreu sentir e pensar durante o espetáculo impactante. Um pouco do que senti e pensei transcrevo a seguir, provocada pela eloquência de uma boa obra de arte. 

Todo santo dia mergulhada que estou na trama escolar de escolas públicas pelo Brasil afora, na Colômbia e em Cabo Verde, apalpei a atualidade estarrecedora de Inimigos de Classe, escrita em 1935, na Inglaterra. 

A falta de professores nas salas de aula é uma realidade tão corriqueira em escolas públicas, que faz com que a gente ouça e sinta a tragédia dos alunos de Inimigos de Classe, à espera de um professor que não vem,como pungentemente familiar. 

Autora diz que professores faltam às aulas porque não têm prazer de ensinar. Você concorda?

Pasmem, em uma "boa" escola pública de Porto Alegre, cuja média dos salários dos seus 70 professores é R$ 5 mil, a cada dia, há anos, acontece em média ausência de oito deles. Estas ausências obrigam diariamente a uma adaptação do horário de cada turma e naturalmente um viés assassino nos planejamentos já preparados para tentar levar os alunos a se apropriarem das riquezas do patrimônio cultural e científico que nos legaram nossos antepassados, razão específica da existência das escolas. 

Dentre as muitas experiências de alunos sem professora, uma me marcou quando reuni, depois de um curso de matemática, um grupo de professores desejosos de continuar estudando essa apaixonante disciplina científica. Fizemos um planejamento em torno de um campo conceitual superinteressante, que é o sistema de numeração. Dispusemos material multibase para todos os participantes e, passadas seis semanas, nenhuma das 10 professoras, cada uma de uma escola diferente, executou o planejamento devido à falta de colegas professores. Não havia possibilidade de executar seus planejamentos didáticos previstos para uma só turma em outra com o dobro de alunos. Juntar duas turmas é uma das alternativas para tapar o buraco de uma professora faltante. 

E por que há professores que faltam tanto? Por um lado, por irresponsabilidade deles. Mas, fundamentalmente, o que desmotiva um professor é ensinar pouco e não curtir as imensas alegrias de quem faz aceder ao conhecimento uma turma de alunos. 

Mas, por que ensinam pouco? Porque utilizam metodologia ineficaz, calcada em explicações que embrutecem. Embrutecem porque seguem a lógica dos conhecimentos a ensinar, e não a lógica na qual os alunos aprendem. Para que isso mude, é necessário que a formação dos professores seja outra, mas principalmente que esta nova formação inclua a força prodigiosa do desejo de ensinar de professores com a qual, associada a muitos e sólidos conhecimentos científicos, vá realizar o que Freud caracteriza como atividades profissionais impossíveis: curar, educar e governar. Impossível para Freud é aquilo que só é conseguido com as energias próprias do desejo, capazes de inventar diante dos impasses surpreendentes que os impossíveis contemplam.

*Doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade de Paris