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terça-feira, 5 de junho de 2012

Gostar de estudar, é possível?



                É muito difícil achar alguém que goste de estudar. Há uma simples razão para isto: nada representa maior perda de tempo do que passar horas na frente de livros e cadernos para colocar na cabeça um monte matérias que fatalmente serão esquecidas depois da prova. Horas e horas, cansativas horas. Deixamos de fazer o que gostamos para ficar ali, parados, em um quarto, decorando coisas que não têm nenhuma implicação direta em nossa vida, senão a prova do dia seguinte, ou melhor, a nota que obtivermos na prova. É desanimador.
                O estudo seria “chato” por natureza se ele significasse necessariamente perda de tempo (note que no parágrafo anterior eu descrevi o estudo chato como aquele no qual as matérias fatalmente serão esquecidas) e abstenção dos prazeres da vida. Contudo, aqui vem a boa notícia: é possível sim gostar de estudar. Isto não ;e uma piada. Se for possível estudar sem renunciar aos prazeres da vida, se for possível obter um rendimento alto no tempo de estudo e se for possível estudar em uma direção clara, o estudo se mostrará algo tão importante, benéfico e engrandecedor que não teremos o que nos queixar dele. Isto pode ser alcançado com alguns procedimentos simples, como a organização da rotina, seleção do material e, acredite, muito descanso. Quando você perceber que em uma única sessão se estudos de duas horas é possível aprender matérias que no colégio demoram um mês para serem dadas, você vai gostar de estudar (até porque vai sobrar tempo para jogar uma bola e sair com os amigos). Isso é sim possível, mas não vem sem que paremos para pensar com calma nos nossos horários. No próximo item, veremos como organizar nossos tempo para aproveitá-lo ao máximo.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 45, 46.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Geografia



A prova de Geografia pode variar bastante dependendo da universidade e do ano do vestibular. Em alguns anos muitos detalhes são perdidos; em outros, mais um conhecimento geral. Ao estudar Geografia, trabalhe diretamente com um Atlas Geográfico competente, desenhe mapas e use linhas do tempo. Tente ligar ao máximo os conteúdos sobre meio-ambiente e cobertura vegetal com a matéria de biologia. Não se esqueça de dar destaque à Geografia Humana, os movimentos populacionais (Incluindo os da História do Brasil) e as pirâmides etárias, que são questões recorrentes.
                Importantíssimo: Leia os jornais, Não precisa ler tudo ou demorar horas a cada dia. Apenas pegue o jornal, olhe as manchetes sobre o que está acontecendo no mundo. Preste a atenção nos assuntos mais discutidos. Faça isso reservando 15 minutos no início do dia para ler o jornal. Esta sugestão serve também para História.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 78.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Física



A prova de física não possui muitos mistérios: é fácil identificar sobre o que cada questão trata e um pouco de raciocínio é suficiente para eliminar algumas respostas. Porém, é importante conhecer bem a matéria e as fórmulas. O bom, no caso, da Física, é que as algumas fórmulas são intuitivas e já contêm parte do que é preciso saber da matéria. Por exemplo: que a velocidade é a variação do deslocamento dividida pelo tempo ou que a aceleração é a variação da velocidade em determinado tempo, isso é intuitivo.
                Assim, estude com as fórmulas e faça exercícios. Se você souber as fórmulas e o que cada símbolo delas significa, são grandes as chances de um bom desempenho. Eu sugiro que todas as fórmulas sejam decoradas, de modo que você possa, logo que a sineta tocar no dia do vestibular, escrevê-las todas na capa da prova de física, como uma garantia de que você terá todas para trabalhar com calma no tempo que resta.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 76, 77.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Matemática


  
   Esta matéria é bastante temida por grande parte dos candidatos. O motivo é evidente: nas questões de matemática, é exigido mais do que a aplicação das formulas de cada conteúdo; quem as elabora procura trabalhar com o raciocínio matemático do candidato. Muitas vezes não conseguimos nem mesmo identificar sobre o que a questão trata – “Este é um problema de progressão Geométrica, Geometria plana ou Análise Combinatória?”.
     Para superar este desafio, o primeiro passo é conhecer as matérias e as formulas. Se conseguir, decore as fórmulas até que você consiga escrevê-las com os olhos fechados. Treine desenhar as figuras da geometria e se familiarize com os gráficos. Mas, principalmente, faça os exercícios. Porém, se você quer obter um desempenho bom na prova de matemática, você não deve apenas fazer os exercícios, mas também desenvolver a habilidade de identificar o propósito de cada questão. O melhor modo de adquirir esta habilidade é fazendo as provas do vestibular dos anos anteriores, onde as matérias aparecem misturadas. Não adianta fazer 15 exercícios “sobre Trigonometria”, um seguido do outro, porque já se sabe da antemão as fórmulas e mais ou menos o que será exigido. É importante tentar resolver os exercícios sem saber de que matéria eles são.
     Outro modo de tentar adquirir um raciocínio matemático é tentando explicar as matérias ou os passos para resolver as questões por escrito. Isso pode parecer impossível, mas não é. Tente elaborar uma lista de procedimentos, para resolver questões envolvendo triângulos, e procure explicar com suas palavras qual a diferença entre Arranjo e Combinação Simples quando estudar análise combinatória. Faça, você mesmo, gráficos e tabelas. Procure as diferenças conceituais entre Progressão aritmética e Geométrica. Tente escrever estas distinções e preste mais a atenção nos textos dos livros de matemática do que nas fórmulas.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 76.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dica de Vestibular: Português


    
     O Conteúdo que compões a matéria de Português é vasto e cheio de casos especiais. Mesmo que todos falantes de português sejam capazes de fazer alguma pontuação mínima nesta prova, não se engane: saber interpretar os textos e conhecer a grande quantidade de regras e particularidades de nossa língua requer muito estudo. Lembre-se de que em alguns vestibulares as provas de português e redação compões juntas o escore de Língua Portuguesa, de modo que os acertos em uma prova compensam os erros na outra. Assim, atingir uma boa pontuação na prova de português pode nos livrar de desagradáveis surpresas da nota da redação.
     As regras gramaticais não são como as leis físicas ou como as formulas matemáticas: elas admitem exceções. Em alguns casos são tantas que não é possível nem mesmo formular uma regra. Desta forma, se você for estudar somente as regras isso não será garantia de bom desempenho. O que você precisa saber são as exceções. São exatamente elas que caem nas provas, já que são a medida do conhecimento culto de nossa língua. Estude-as e você estará estudando exceções. Se for possível, ame as exceções. Em suma, não estude como se as regras fossem o total da gramática: nos casos especiais estará a solidez do seu estudo.
     No dia da prova, quando for fazer a de Português, leia as questões referentes aos textos antes dos textos. Assim, logo na primeira leitura você já terá uma ideia de como preencher as lacunas do texto e já poderá sublinhar partes que se referem as questões.

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 75.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dica de Vestibular: REDAÇÃO



     Começo pela redação porque ela é realmente um caso à parte e tem sempre um grande peso no resultado final. O aluno deve ser não somente disciplinado e criativo, mas também deve controlar o tempo. Você deve ser capaz de acabá-la em 2 horas no máximo.
     No dia da prova de Português e redação, comece lendo o tema da Redação, depois dê aquela passada de olhos na prova de português antes de fazer o rascunho. Antes ainda de começar a escrever, faça um esquema do seu texto: título, introdução, desenvolvimento e a conclusão. A redação deverá ser uma dissertação, isto é, a defesa de um ponto de vista de uma opinião sobre o tema proposto. Esta “defesa” pode conter uma breve narrativa ou experiência pessoal como parte do argumento, mas não é uma mera narrativa, não é uma história. Você deve encontrar motivos, fatos e justificativas que permitem sustentar seu ponto de vista, o que formará o chamado “desenvolvimento”. A sua opinião estará sintetizada no título, citanda na introdução e explicada conclusão.
     A extensão do texto a ser elaborado é limitada por um numero máximo e mínimo de linhas. Um texto mais curto pode conter menos erros gramaticais, mas poderá pecar na exposição das ideias. Um texto mais lingo pode ajudar a expor seu ponto de vista, mas leva a uma maior chance de erros gramaticais. Então, vamos pensar em fazer uma redação de 40 linhas. Sugiro que a dissertação tenha quatro parágrafos: Introdução, você sintetiza o tema proposto, cita os argumentos que serão expostos nos desenvolvimentos 1 e 2 e adianta em linhas gerais, a conclusão: isso em 6 ou 8 linhas. No Desenvolvimento 1 você expõe um primeiro ponto de vista a respeito do tema, explica tal opinião e adiciona um exemplo, tudo isso em 10 ou 12 linhas. No Desenvolvimento 2, rebata ou torne mais consistente a explicação dada anteriormente, com argumentos contrários ou mais profundos, utilizando-se de algum exemplo relacionado à história mundial ou à atualidade (por isso estudar História e Geografia ajuda muito na redação): use mais umas 12 ou 13 linhas. Na conclusão relacione os argumentos apresentados nos desenvolvimentos, extraindo uma moral, uma tese, uma opinião que supere os exemplos, apontando soluções possíveis ou qual é o melhor argumento, isso dentro de 8 a 10 linhas. O importante é você tentar realmente defender um ponto de vista, dizer o que pensa e encontrar razões que sustentem suas opiniões.
     Só há uma forma de estudar redação: praticando. Reserve um horário de 2 horas cada quinze dias para fazer uma redação. Você precisará de alguém para corrigi-las, seja professor do colégio, do cursinho, ou um professor particular. Além disso, são interessantes aqueles livros sobre “Redação no vestibular”. Sugeri alguns no Apêndice 6. Outra coisa que pode ajudar na redação. é estar bastante familiarizado com os chamados “conetivos”: assim, logo, portanto, desta forma, desta maneira, consequentemente, além disso, além do mais, em primeiro lugar, primeiramente, por isso, no entanto, contudo, todavia, entretando, na medida em que, à medida que, em suma, finalmente, etc. Estes conetivos darão fluidez e elegância ao seu texto, além de ajuda-lo a expor seus argumentos com clareza máxima. 

Fonte: Livro Vestibular 100% - Método de Estudo, Descanso e Lazer. P. 73,74.
Autor: Fábio Ribeiro Mendes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como conciliar a vida adulta com os estudos?

Especialista fala como incluir o hábito de estudar em meio a tantas obrigações familiares e profissionais.Conquistar uma vaga pública, fazer um curso superior ou atualizar o currículo profissional. Esses são alguns dos motivos que levam milhares de pessoas de volta à rotina de estudos. 

Para o psicólogo especialista em ciências cognitivas, Fernando Elias José, é possível conciliar esta tarefa em meio à rotina de obrigações, desde que a pessoa esteja disposta a se dedicar. 

“O que eu recomendo é que os estudantes estejam por “inteiro” em cada momento em que estiverem vivendo, ou seja, quando estiverem estudando prestem atenção no estudo e quando estiverem com a família ou no trabalho vivam esse momento.” fala o especialista. Para quem se identifica com essa situação, a dica do profissional é manter a disciplina e a organização.

“A frequência do estudo deve ser feita a partir de um planejamento que deverá ser realizado com metas reais e palpáveis.  Se a pessoa se organizar em estudar uma hora por dia, por exemplo, deverá fazer isso todos os dias, pois dessa maneira estará educando seu cérebro para essa rotina de estudos.” fala Fernando.

Não se apegue ao “se”
Ao assumir uma rotina de estudos junto ao dia a dia atribulado, é comum que o sentimento de culpa apareça quando, às vezes, o que foi proposto não é cumprido. Neste momento, a pessoa pode começar a desenvolver pensamentos que criam verdadeiros empecilhos na hora do estudo.São pensamentos como: “Ah, se eu tivesse mais tempo”, “Ah, se eu não tivesse que trabalhar!”, entre outras situações para justificar aquilo que deveria ter sido feito.

Em casos como estes, o Dr. Fernando recomenda a troca de pensamentos destrutivos por pensamentos mais saudáveis, que possam trazer solução e resultados positivos ao estudante. “Ao perceber este erro, o estudante deve sair do papel de vítima e assumir a postura de responsável por seus atos, se propondo a resolver a situação com um novo plano de estudos e organização.” comenta o especialista.

Fernando Elias José é psicólogo, mestre em Cognição Humana na PUCRS, especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental pela WP Centro de Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, com Curso de Extensão em Psicoterapia Cognitiva na UFRGS. Ministra palestras e é membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas. Há doze anos dedica-se à pesquisa em Ciências Cognitivas e vem trabalhando com preparação para provas e concursos. Realiza também atividades como consultor comportamental em empresas.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Iniciação Cientifica - Primeiros experimentos

Programas de iniciação científica preparam os alunos para a vida acadêmica a partir do desenvolvimento de habilidades como organização do estudo, introdução à pesquisa e ampliação da capacidade de abstração


Assista à videoaula do estudante Daniel Guinezi, resultado de um projeto de iniciação científica para o ensino médio  aqui!

Quem assiste no YouTube à vídeoaula sobre o uso que o cineasta Stanley Kubrick  fez de diversos tipos de lentes na busca de efeitos específicos nos seus filmes não imagina que o trabalho foi realizado por um aluno de ensino médio - a única pista é o símbolo da escola, que aparece logo na introdução. Daniel Guinezi, recém-formado pelo Colégio Móbile, desenvolveu As lentes na sétima arte como resultado de um projeto de iniciação científica na escola. "Normalmente, todos os trabalhos que fazemos são já pré-moldados e só executamos. Com a iniciação, tivemos liberdade criativa pela primeira vez. Fizemos um trabalho mais autoral e que se distingue dos outros dos colegas", conta Daniel. "Além disso, eu nunca tinha feito uma pesquisa durante meses. Foi bom para ter a experiência do que vamos fazer na faculdade." Inspirado nesse projeto, ele está prestando vestibular para publicidade e propaganda, com a ideia de produzir vídeos que comuniquem uma mensagem para o público.
A iniciativa do colégio em que Daniel estuda faz parte de um fenômeno que tem aumentado bastante nas escolas particulares e públicas do país. Preocupadas em oferecer aos jovens um preparo para além do vestibular, que abranja a vida acadêmica da graduação e da pós, muitas instituições desenvolveram programas de iniciação científica em diferentes moldes para alunos do ensino fundamental e, especialmente, do médio. Em 2011, o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia fez uma recomendação nesse sentido. Criada naquele ano, a Comissão do Futuro da Ciência Brasileira, liderada pelo neurocientista Miguel Nicolelis, tem como objetivo fazer um panorama da pesquisa científica no país e sugerir maneiras de ampliar essa área no Brasil. Uma das estratégias será justamente a de introduzir a pesquisa na escola, com o intuito de criar gosto nas crianças pela ciência desde cedo.
"Essas iniciativas aumentaram muito a partir de 2010, e hoje temos muitas delas disseminadas pelo país inteiro", afirma Cristiane Braga, coordenadora da etapa Avançado do Provoc (Programa de Vocação Científica), da Fiocruz. O Provoc é a iniciativa do gênero mais antiga no país, criada em 1986 e hoje conveniada com 17 instituições - 11 escolas públicas, três da rede particular e três ONGs. Cada escola parceira faz uma seleção e encaminha 15 candidatos. Em uma primeira etapa, o aluno vivencia durante um ano o dia a dia do trabalho do pesquisador, integrado à equipe, e apresenta um trabalho para a comunidade universitária. A partir disso ele pode se candidatar à segunda etapa, para se aprofundar no tema que começou a estudar, elaborar um projeto de pesquisa e o desenvolver ao longo de 22 meses, com a orientação de pesquisadores da Fiocruz.
Em 2010, a instituição criou, em 2010, o Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia para mapear, sistematizar, analisar e difundir informações passíveis de auxiliar alunos da Educação Básica que se interessam pela pesquisa acadêmica e pelas ciências e tecnologia. Parte do projeto consiste em encontrar todos os programas de iniciação científica para escolas de ensino fundamental e médio no Brasil. Até agora foram relatadas 76 delas, a maior parte envolvendo a rede pública.
Uma das justificativas para o crescimento está na criação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-EM), que oferece bolsas de estudo para alunos de nível médio (e, no futuro, ensino fundamental) de escolas públicas, formatado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2010. "Quando o CNPq abraçou a ideia, criou várias regionais pelo país, e isso espalhou a iniciação científica pelo Brasil", explica Cristiane. O Pibic-EM permite que os alunos trabalhem durante um a três anos nos laboratórios de universidades pelo Brasil afora. Em dois anos, o programa já ofereceu 5.588 bolsas para 113 instituições.

Âmbito privado

Nas escolas particulares, segundo Cristiane, da Fiocruz, a maior parte das iniciativas se concentram na cidade de São Paulo. No Móbile, a iniciação científica não é obrigatória nem faz parte do currículo. Alunos do segundo ano do ensino médio podem se inscrever e se submeter ao processo seletivo, que segue três critérios, semelhantes ao ensino superior: pertinência do tema, desempenho e disponibilidade do aluno (ele não pode ter uma recuperação, por exemplo) e a capacidade dos professores de orientá-lo, pois há um número limitado de vagas.
A partir disso, o processo continua tal como é na universidade, mas com um acompanhamento ainda mais próximo do orientador. O processo inclui levantamento de bibliografia, escolha de fontes de pesquisa, entrevistas, organização de tempo e cronograma. Existem três professores que também desempenham as tarefas de coordenadores de iniciação científica de ciências da natureza e matemática, física e de humanidades. Quando o tema escolhido pelo aluno se desvia muito dessas áreas principais ou quando os coordenadores estão sobrecarregados, outros professores da escola são convidados a orientar.
O diferencial da proposta do Móbile, no entanto, é ter como premissa o compartilhamento dos trabalhos no fim do processo, depois de um ano. Além de fazer e entregar uma pesquisa por escrito, os alunos precisam encontrar uma forma interessante de reproduzir esse trabalho em uma atividade virtual colocada pela escola. No ano passado, foram jogos virtuais. Esse ano são as videoaulas. Com isso, os alunos aprendem não apenas como fazer uma pesquisa acadêmica, mas a dominar uma ferramenta eletrônica como desenvolvedores.

Ponte com a escola

Maria da Glória Martini, professora de física do colégio e coordenadora de iniciação científica de ciências e matemática, explica que os temas, apesar de livres, estão quase sempre ligados ao currículo da escola, mas não são necessariamente abordados pelo saber escolar. Por exemplo: a teoria da relatividade é abordada na sala de aula, mas o professor não necessariamente liga o assunto ao acelerador de partículas desenvolvido pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern). "Eu falo disso na classe? Falo. Mas não com a profundidade que um aluno talvez gostaria, para depois estudar o tópico", explica, fazendo referência  a um estudante que escolheu justamente esse tema. "Ele entrou no site do Cern, conversou com pesquisadores de Genebra. Para poder ensinar na videoaula, teve de saber ainda mais do que aquilo que estava preparado para falar." A ideia, segundo ela, é abrir uma janela para que outras pessoas, de outras escolas e outras cidades e estados, possam se aprofundar no tema a partir da apresentação dos alunos.
Essa questão, na verdade, está no cerne de todo projeto de iniciação científica - seja ele feito na universidade ou na Educação Básica: o estudo e aprofundamento individual em um tema especializado. Os alunos aprendem muito com isso, mas a principal intenção da escola é focar o processo e o ato de ensinar a pesquisar: como fazer referências bibliográficas, escolher fontes de pesquisa, organizar o material e o tempo, fazer um recorte pertinente do tema, aprender a desenvolver um texto de fôlego e bem estruturado, lidar com prazos longos.
Tendo isso em vista, o modelo de iniciação científica muda de escola para escola, mas sempre com muita atenção no processo. Uma iniciativa mais comum entre alguns colégios são as monografias feitas de maneira semelhante ao trabalho de conclusão de curso na faculdade. É o caso do Colégio Ítaca, que oferece a monografia como algo obrigatório no segundo ano do ensino médio, sendo que o trabalho vai de abril a novembro. A cada ano a escola propõe um tema amplo e 95 subtemas e os alunos ficam livres, dentro desse contexto, para escolher do que querem falar, podendo se apropriar dos subtemas sugeridos ou não. Esse ano, por exemplo, o grande tema foi a globalização. "Quando pedimos um tema não é para limitar em uma camisa de força, mas para garantir que todos tenham um ponto de partida inicial. São sempre assuntos que estão relacionados de alguma forma à vida deles", explica Mercedes Ferreira, diretora do ensino médio do Ítaca.
Os alunos escolhem um professor orientador, mas não há uma disciplina reservada para essa atividade. Há muita troca de e-mails e os alunos se encontram com seus orientadores fora do horário de aula, eventualmente usando algumas aulas para tratar do assunto. Na hora da correção, cada estudante faz duas cópias do seu trabalho, que é avaliado pelo menos por dois professores que fazem uma média e aplicam uma nota, e a monografia fica armazenada na biblioteca da escola.

Busca da Autonomia 

Mercedes explica que o foco da escola é ensinar o passo a passo metodológico envolvido em um trabalho acadêmico formal. Ao longo de seis meses, os alunos devem apresentar, como pequenas tarefas, etapas do desenvolvimento da sua monografia. Primeiro o tema e a justificativa dele, depois uma leitura que o aluno tenha feito e assim por diante. A ideia é construir junto ao jovem uma autonomia e segurança acadêmica e pessoal para o ingresso na universidade. Ela complementa que é um ledo engano as escolas de ensino médio pensarem que o final do curso é o vestibular. "Uma das funções do ensino médio é preparar para uma nova etapa da escolaridade, e não para o vestibular. Isso o cursinho faz muito bem. Preparar uma monografia significa, além de criar autonomia, pensar na questão da formalidade, no longo prazo, fazer um texto sozinho e elaborar uma pesquisa - que é uma iniciação científica."
Outra questão interessante da monografia é a interdisciplinaridade. Mercedes observa que os alunos passam a compreender melhor que um tema de estudo muitas vezes envolve diversas áreas, e que na verdade todas elas estão conectadas na vida real. "Assim, um aluno apaixonado por futebol, por exemplo, vê que também pode falar com a professora de sociologia, depois com a de matemática, e que muitas vezes as várias ciências se complementam para um resultado", diz.
No colégio Equipe, a monografia se assemelha à do Ítaca, mas além de obrigatória, é uma disciplina inserida no currículo, com avaliações bimestrais. O projeto é desenvolvido no terceiro, e não no segundo ano do ensino médio. Primeiramente, os alunos estudam a metodologia do trabalho científico, para somente depois se aventurar na tese. Nas aulas semanais de monografia, a turma de 50 alunos se divide em grupos de 10 e recebem orientação de professores voltados para as áreas de estudo de cada um. Levar a experiência para fora dos muros da escola, segundo a diretora escolar do Colégio Equipe, Luciana Fevorin, é algo que parte dos alunos naturalmente. Vão às bibliotecas municipais e universitárias, entram em contato com pesquisadores, se inscrevem em seminários. "Um garoto estava fazendo uma monografia sobre história em quadrinhos e por isso frequentava a biblioteca da Faculdade de Arquitetura da USP. Acabou se interessando por arquitetura e decidiu seguir a carreira", conta.

No ensino fundamental
O programa de iniciação científica no Colégio I. L. Peretz foi elaborado a partir do relato de ex-alunos que diziam ter dificuldades com trabalhos acadêmicos na faculdade. A experiência começou no ensino médio, em que o aluno aprende as primeiras noções da metodologia de um projeto de pesquisa no primeiro ano e, no segundo, desenvolve todo o trabalho para passar por uma qualificação e banca (de professores) no terceiro. Depois disso, a escola ampliou a iniciação científica para todos os anos do ensino fundamental, a começar pelo quarto. "Percebemos que quanto antes o aluno começava a desenvolver esse pensamento científico, mais fácil era para ele depois, porque vai se acostumando com esse jeito de pensar e de ver as coisas", afirma Roxane Nascimento, coordenadora de Projetos e Tecnologia do colégio.
Desta forma, os estudantes vão, ao longo dos alunos, adquirindo novas habilidades de pesquisa e pensamento acadêmico por etapas. Se no sexto ano eles aprendem a fazer uma pesquisa básica e a como buscar fontes, no sétimo já trabalham com a elaboração de justificativas, citações e levantamento de problemáticas, e no oitavo e nono ano têm como objetivo fazer uma pesquisa e criar um produto que atenda a uma necessidade real. No fim de cada etapa, a escola incentiva os alunos a divulgar o resultado de suas pesquisas, seja na participação de feiras de ciências, como a Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), organizada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), seja na publicação dos trabalhos na internet no formato de revista digital e site.
Roxane coloca que o jovem hoje em dia não tem dificuldade de obter novas informações, por isso o papel da escola no desenvolvimento do pensamento acadêmico é orientá-lo sobre como trabalhar com essa informação abundante. "Eles sabem de tudo o que acontece no mundo, mas precisam de orientação para o que fazer com essa informação, e é esse pensamento que tentamos desenvolver neles", analisa.

Resultados 
O foco dos programas de iniciação científica vai além do vestibular ou do conteúdo programático no currículo. O objetivo é, invariavelmente, desenvolver habilidades que ajudarão os jovens a organizar seus estudos, sua maneira de pensar e de trabalhar, e terão um impacto direto na sua vida acadêmica e profissional. Por isso, é difícil avaliar resultados dessas iniciativas, levando em conta que elas primam pelo desenvolvimento de habilidades que podem ser usadas para a mais ampla gama de atividades, e não pelo simples aumento de proficiência em um assunto.
Exemplo disso é a ex-aluna do Colégio Oswald de Andrade Lívia Gueraldo, 26, hoje analista de recursos humanos sênior de uma grande empresa do ramo televisivo, que escolheu sua profissão de psicóloga por conta da experiência com a monografia obtida no segundo ano do ensino médio. À época, Lívia se aprofundou em psicologia social, mais especificamente na compreensão da mente adolescente, e isso fez com que ela descobrisse diversas possibilidades para a sua vida acadêmica e profissional. "Aquela oportunidade me deu ferramentas para iniciar pesquisas em psicanálise, e me introduziu aos textos básicos da área", relata.
Daniel Guinezi, o aluno da Móbile do começo dessa matéria, não tem dez anos de formado como Lívia para avaliar o impacto da iniciação científica na sua vida, mas já observa que a experiência mudou a forma como ele trabalha. "A partir do momento em que fiz a iniciação, percebi que se existe um prazo, temos de nos programar com antecedência senão tudo se embola. Eu até conseguia fazer os trabalhos da escola na véspera, mas a partir da pesquisa percebi que um trabalho dessa magnitude a gente não consegue planejar na véspera. Essa parte da organização da rotina foi o principal ganho para mim", descreve.
Maria da Glória, da Móbile, afirma que um ganho do projeto para os alunos está em aprender a levantar problemas e a buscar caminhos possíveis para a solução. "Para essa busca precisam conceber estratégias, planejar, produzir, e por fim acabam resolvendo esses problemas", diz. Além disso, dentro da própria escola, nas outras disciplinas, a professora observa que os jovens adquirem certo tipo de abstração, de capacidade de estabelecer relações entre assuntos e de fazer inferências.
Mercedes, do Ítaca, complementa que já na escola os alunos passam a se preocupar mais na redação de textos, trabalho e provas, "porque percebem que não é só o conteúdo que importa". "Falamos de AM e DM - antes da monografia e depois da monografia - , porque eles ganham status de gente grande e isso faz diferença, porque ficam mais maduros", diz. A experiência certamente traz ganhos práticos para os alunos na escola, mas os reais resultados para a vida podem ser observados depois de cinco a dez anos, afirma Luciana, do Equipe. "É um momento interessante, em que eles vão se dar conta de objetos de identificação, e isso acaba contribuindo para a futura identidade profissional deles. Tem esse benefício de olhar para o mundo e saber estudá-lo."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vestibular da UFRN começa neste domingo para 30 mil candidatos

A partir deste domingo, 27 de novembro, têm início as provas para o vestibular 2012 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mais de 30 mil candidatos concorrem as 6.209 vagas oferecidas pela Instituição, distribuídas nos campi de Natal, Currais Novos, Mossoró, Caicó e Santa Cruz.
O curso de Medicina será mais uma vez o mais concorrido, com 38,3 candidatos por vaga, seguido dos cursos de Psicologia, com concorrência de 17,36; Engenharia Civil, com 12,62; e Arquitetura e Urbanismo, que tem 11,80 candidatos por vaga.
As provas serão realizadas até terça-feira, a partir das 8h, com duração de 4 horas e 30 minutos. Para as pessoas com necessidades especiais, o tempo para realização das provas é maior, chegando a 5 horas e 30 minutos.
Neste domingo, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias (Física, Química, Biologia e Matemática) e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua Estrangeira).
No segundo dia, além da redação, serão aplicadas as provas de Linguagens e Ciências Humanas, distribuídas nas disciplinas de Português, Literatura, História e Geografia. No terceiro e último dia acontecem as provas discursivas específicas de cada área.
Serão utilizados 54 prédios para a aplicação das provas, onde atuarão 3 mil e 200 fiscais do processo seletivo. Além deles, trabalharão no Vestibular 2012 da UFRN um total de 123 coordenadores e auxiliares, 193 pessoas para o apoio e 110 seguranças.
Fonte: Terra

Candidata se confunde com horário e chora ao perder a prova

Os vestibulares prezam sempre pelo cumprimento do horário combinado, se o candidato chegar um minuto depois, não tem jeito, será barrado e jogará fora a preparação de um ano de estudo. Foi o que aconteceu com a estudante Patrícia Midori Ezawa, 18 anos, que chegou para o vestibular da Fuvest, em São Paulo, após o fechamento dos portões, às 13h.
A jovem não conseguiu conter a tristeza por perder a prova, e chorou. "Achei que o portão abria às 13h. Estou ferrada, me preparei o ano inteiro. É a única faculdade pública que eu iria prestar", disse ela, que quer estudar Jornalismo.
Para evitar que estudantes enfrentassem o mesmo problema que Patrícia, Rose Meire Elizabeth ficou em frente aos portões da Cidade Universitária da USP para apressar os atrasados para que não perdessem a prova. "Corre, corre, vai fechar", disse ela para um candidato que caminhava faltando poucos minutos para o fechamento dos portões.
Rose foi até à USP acompanhar a filha, que faz a prova do vestibular nesta tarde. Segundo ela, a explicação para tanta preocupação com os candidatos está no fato de ser mãe e sofrer junto com os filhos em momentos como esse. "É instinto materno, a família toda se dedica, é um investimento emocional e financeiro", disse.
Primeira fase
Neste domingo, os estudantes terão cinco horas para responder a 90 questões objetivas de português, história, geografia, matemática, química, física, biologia e inglês. O candidato somente poderá retirar-se da sala a partir das 16h.
A divulgação dos candidatos aprovados para a segunda etapa será feita no dia 19 de dezembro. As três provas analítico-expositivas vão acontecer de 8 a 10 de janeiro de 2012.
Inscritos
Do total de 146.885 candidatos inscritos para o vestibular Fuvest 2012, 33,4% estudaram todo o ensino médio em escolas públicas. Menos de 5% estudaram tanto na rede pública como na privada, e 61,1% cursaram todo o ensino médico em escolas privadas.
Correção online
O Terra, juntamente com os professores do Sistema COC de Ensino, fará a correção online de todas as questões da primeira fase, logo após o término das provas, no domingo.
Fonte: Terra

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Algumas dicas para o Vestibular!

Durante o Ano de Estudos

Procure criar uma programação de estudos de acordo com suas necessidades e possibilidades. Criar um hábito de estudo diário é fundamental para um bom desempenho nos vestibulares.

Dedique um tempo de estudo diário. Estabeleça critérios de disciplinas (matérias) de tal forma que todas sejam estudadas. Porém, você deverá se dedicar mais àquelas que encontrar maior dificuldade.

Além de estudar, não deixe de lado as atividades sociais e de lazer. Estas ajudam a deixar a cabeça legal para os estudos. Praticar algum tipo de esporte também serve para relaxar e manter o corpo com boa disposição.

Leia todos os livros obrigatórios durante o ano. Não deixe acumular tudo para os dias próximos ao vestibular. Além de ler, procure fazer um resumo com as principais características da obra e seus autores.

Mantenha-se informado lendo revistas e jornais diários. Os temas da atualidade costumam cair em redações e questões dos vestibulares.

Não deixe dúvidas passar em branco. Leve as para seu professor para esclarecê-las, pois elas poderão aparecer na prova.

Se você está no Ensino Médio ou no cursinho, estude a matéria em casa no mesmo dia que você teve na escola. Especialistas dizem que é a melhor forma de assimilar e garantir o aprendizado. Durma bem, pois é durante o sono que o cérebro processa e assimila tudo que foi aprendido durante o dia.

Faça todos os exercícios e atividades solicitadas pelos professores do colégio ou cursinho.

Pegue questões e respostas dos vestibulares dos últimos 3 anos para conhecer o estilo e nível da prova que você vai fazer. Isso é importante para a familiarização com o tipo de prova.

Procure fazer o ENEM, pois ele conta pontos para muitos vestibulares.

Faça e refaça redações, pois elas costumam ter um peso significativo nos vestibulares.

Sempre que encontrar uma palavra desconhecida nos textos de estudo, procure seu significado no dicionário. Um aluno com um bom nível de entendimento de palavras tem maiores chances de ir bem nas redações e entender o enunciado das questões.

Dias Antes da Prova

Procure dormir bem e fazer uma boa alimentação, sem exageros.

Faça apenas revisões e não entre em desespero para tentar aprender muitos conteúdos em poucos dias.

Fuja de situações de stress, procurando fazer programas que visam a tranqüilidade.

Faça uma visita ao local de prova para ir se familiarizando com a região. Trace um plano de como chegar ao local. Lembre-se que muitos vestibulares são extremamente rigorosos com relação ao horário de entrada dos vestibulandos. Chegar atrasado pode significar a perda da prova.

Deixe todos os documentos necessários em ordem e prontos para serem utilizados no dia da prova.

No dia e no momento da Prova

Procure chegar no local da prova com uma hora de antecedência. Caso ocorra algum imprevisto no caminho, o tempo de sobra será suficiente para buscar uma solução.

Faça uma alimentação leve e de forma tranqüila. Não coma coisas que você não tenha por hábito comer para evitar problemas digestivos no momento da prova.

Leve para a prova todo material necessário (com itens de reservas) e algum alimento (barra de cereais, um chocolate, água).

Procure fazer a prova com calma e concentração.

Não gaste muito tempo em questões que você sabe que terá dificuldades. Comece pelas questões mais fáceis para garantir estes pontos, deixando as mais complexas por último.

Se tiver que "chutar" num teste, faça com inteligência. Deixe de lado as alternativas que você percebe que não podem estar corretas. Ou seja, use a técnica da eliminação e o bom senso.

Procure sempre escrever respostas completas e de acordo com o que se pede. Não enrole na resposta, pois você poderá perder pontos importantes.

Use todo o tempo disponível e faça uma revisão nas respostas, se tiver tempo. Esta revisão serve para eliminar erros de ortografia ou conteúdos.

Boa sorte!

Revolução no Aprendizado - Autonomia e hábito de estudo

Resultado do trabalho inovador com colégios e alunos a partir do lançamento de Vestibular 100%, este livro faz uma defesa da necessidade e possibilidade de mudar o objetivo do ensino para a formação de Hábito de Estudo como ferramenta para o desenvolvimento da Autonomia. Voltado principalmente aos pais e educadores, tem uma linguagem acessível e clara. Trata de temas polêmicos, como a relação do aprendizado com o Google e a Ritalina, além apresentar as ferramentas que possibilitam o acompanhamento do estudo.
   Veja abaixo alguns depoimentos sobre o livro e o sumário.

   "Fiquei feliz pelo convite do autor para desfrutar do especial privilégio da leitura de 'Revolução no Aprendizado - Autonomia e Hábito de Estudo'. Chama a atenção a forma como Fábio Mendes revisita o espaço de outras áreas relacionadas ao tema, contextualizando suas interrelações com foco na prática do estudo. As 4 etapas de estudo sugeridas pela vivência do autor levam o aluno a percorrer o trajeto da informação à formação e, finalmente, transformação do conhecimento, possibilitando autonomia, autoria e produção do saber. Fabio Mendes está de parabéns por mostrar como disciplina, rotina e organização são capazes de trazer o sucesso do estudo. O livro pode servir de apoio para estratégias desde a 1ª série do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, ou mesmo para profissionais, que se deparam com a exigência de velocidade e organização. O livro leva ao questionamento se não estamos diante do surgimento de uma nova disciplina curricular, sendo uma necessidade a institucionalização dos projetos sugeridos."
Sandra Schroeder
(Psicopedagoga Clínica; Especialista de Educação (Orientadora Educacional); Membro titular da Associação Brasileira de Psicopedagogia / SP; Conselheira Cientifica da Associação Brasileira de Psicopedagogia do RGS (2001 – 2007); Coordenadora Cientifica do Grupo PUC-RS Dislexia e Transtornos de Aprendizagem (2001 – 2004))
  
 "Todos nós, alunos, pais e escola, sabemos o quanto estudo é importante. Alguns estudantes, poucos, sabem se organizar e mantém uma boa rotina de estudo, mas a grande maioria dos alunos diz que não sabe estudar. É justamente isto que o livro 'Revolução no Aprendizado - Autonomia e Hábito de Estudo' se propõe a ensinar. A leitura é fácil e convidativa. A teoria e a prática sobre hábitos de ensino foi muito bem construída pelo autor. Recomendo enfaticamente a todos: alunos, pais e escolas. Em nossa escola, a proposta foi muito bem aceita pelos alunos e suas famílias. Sabemos que outras instituições educacionais também já estão desenvolvendo Oficinas de Estudo com bons resultados. Desta forma, o Projeto de Hábito de Estudo sugerido pelo autor é um excelente caminho para as escolas. O aluno precisa ser orientado sobre como e quando fazer as leituras, os resumos, as anotações pessoais e os exercícios. A partir do livro o Hábito de Estudo acreditamos que é sim possível estudar sozinho. Afinal, sempre é tempo de construirmos bons hábitos."
Luísa Ribeiro Menz
(Professora e Coordenadora Pedagógica do Colégio Santa Família, Porto Alegre/ RS, com 24 anos de experiência com ensino)
   
"Trabalho em escolas da rede particular de ensino há 18 anos, no setor da Psicologia Escolar. Tenho percebido uma necessidade cada vez mais urgente de se trabalhar com os alunos da atualidade a metodologia de estudos. Observo alunos cada vez mais desmotivados para os estudos e voltados para outros interesses fora da escola. Não gostam de estudar porque não sabem estudar.
   
"O livro de Fábio Mendes é de grande valia neste sentido. Vem suprir uma carência no mercado da literatura pedagógica-educacional muito antiga. Encontramos manuais de metodologia de estudos de nível universitário, mas não voltados para o nível médio, numa linguagem agradável e acessível como a deste autor.
   
 "Este livro poderá ser trabalhado dentro da sala de aula, diretamente com alunos, por orientadores educacionais, psicólogos escolares, poderá orientar pais que procuram literatura a respeito de como ajudar seus filhos a criarem hábitos de estudo e auto-disciplina e poderá ser utilizado diretamente pelos próprios adolescentes."
Cristiane Marx Flor
(Psicóloga do Colégio Mauá, fundado em 1870, Santa Cruz do Sul/RS, com 19 anos de experiência em Psicologia Escolar)
SUMÁRIO
(Revolução no Aprendizado: Autonomia e Hábito de Estudo)
INTRODUÇÃO
1. O MUNDO ATUAL
2. AUTONOMIA NO ESTUDO
3. HÁBITO DE ESTUDO E ROTINA
4. OBTÁCULOS DO ESTUDO
5. GOSTANDO DE ESTUDAR
6. PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS
7. MÉTODO DE ESTUDO
8. HÁBITO DE ESTUDO NA ESCOLA
CONCLUSÃO

Fábio Ribeiro Mendes

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De Voluntariado a provão - Veja como é o "vestibular" em 10 países


Para ingressar nas universidades brasileiras, os estudantes se dividem hoje entre vestibular e Enem. Mas você sabe como é a seleção em outros países? Já imaginou ter que fazer uma prova com o dobro de conteúdo cobrado no Brasil? Ou prestar algumas horas de trabalho comunitário para conseguir uma vaguinha?

Cada país adota as suas próprias medidas e exigências para selecionar os alunos no ensino público. A seguir, conheça os processos em dez nações.

Reportagem especial do Terra

Estados Unidos


Para ingressar em uma universidade americana é necessário fazer o Teste de Aptidão Escolástica (SAT, na sigla em inglês). A prova apresenta questões de apenas três assuntos: matemática, leitura crítica e redação. Caso tenha obtido nota suficiente, após o teste o estudante escolhe o curso e a universidade em que quer estudar.

Além do SAT, algumas universidades também exigem o SAT II, que é mais complexo e pode avaliar uma série de matérias estudadas durante a High School (ensino médio americano), como física, química e línguas estrangeiras, e outras solicitações, como histórico escolar da High School, cartas de recomendação de professores, portfólio com atividades curriculares e entrevista com o aluno.

Japão


O Japão tem um dos vestibulares mais difíceis do mundo. A prova é estruturada em duas fases, compreendendo as seguintes matérias: inglês, matemática, língua e literatura japonesa, mais duas provas em ciências (como física e química) e duas de estudos sociais (história geral e do Japão). Somente os estudantes que passam na primeira fase podem prestar a segunda prova.

A grande dificuldade é dominar todos os assuntos que caem na prova, uma vez que as universidades exigem mais daquilo que é ensinado nas salas de aula do ensino médio.

Itália


Na Itália, todos os cidadãos têm acesso à universidade de maneira igual, o único pré-requisito é possuir o diploma de conclusão do Secondaria di secondo grado (ensino médio). Para os cursos mais concorridos na Itália, como Medicina, Odontologia e Arquitetura, algumas universidades podem exigir um exame para admissão, mas em um grau muito menos concorrido que o das principais universidades brasileiras, por exemplo.

Uma curiosidade a respeito da aplicação dos testes pelas universidades é o fato de a maior parte deles ser oral, e não escrito.