terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Extraordinárias aulas de graça
Alunos, pais e professores brasileiros já podem acessar gratuitamente aulas de matemática e ciências que são um sucesso nos Estados Unidos e se espalham pelo planeta.
O idealizador desse projeto foi um dos personagens mais interessantes que conheci em minha passagem por Harvard. Chama-se Salman Khan, um daqueles gênios em ciências que preferiu jogar fora sua carreira bem-sucedida no mercado financeiro para ajudar a educar crianças, tornando atrativas as intricadas (e chatas) aulas de matemática.
Estava ali uma possibilidade simples e barata de usar os recursos digitais para amenizar nossas carências educacionais.
Considerei uma das minhas tarefas ajudar a popularizá-lo aqui no Brasil.
O problema é que o material era apenas em inglês, dificultando o uso por brasileiros.
O problema é que o material era apenas em inglês, dificultando o uso por brasileiros.
A boa notícia é que esse material já começa a ser traduzido. Os primeiros vídeos, traduzidos pela Fundação Lemann, em parceria com a Intel, já estão ar.
Se as escolas, pais e alunos usarem esse material vamos ter um ganho educacional.
Quem é Salman Khan?
Salman Khan ganhava a vida no mercado financeiro até pouco tempo. Para ajudar uma sobrinha com dificuldades nas lições de matemática, ele postou vídeos na internet. Mais simples impossível: apenas sua mão rabiscando uma lousa. Khan conseguiu transformar uma lição de casa familiar num projeto global porque teve a ajuda de outro ex-aluno de Harvard e inventor do futuro. Bill Gates, que estava usando aquelas aulas gratuitas para ensinar matemática a um filho, decidiu investir no projeto.
Hoje a Khan Academy (www.khanacademy.org) é a maior sala de aula do mundo, com 3 milhões de alunos aprendendo ciências nas mais diversas línguas, inclusive em português. As aulas têm sido usadas tanto numa vila rural da Índia como nos bairros abastados dos Estados Unidos e da Inglaterra.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O mundo que lê
Historiador francês afirma que alfabetização crescente e maior disponibilidade de textos na era digital aumentaram o interesse pela leitura
A humanidade nunca leu tanto quanto hoje. Por um lado, a era digital faz com que os textos estejam mais disseminados. De outro, a população mundial é cada vez mais alfabetizada. Nesse cenário, descrito pelo historiador francês Roger Chartier, é papel da escola ensinar aos jovens que existem diferentes formas de ler para diferentes necessidades. E, se as salas de aula devem incorporar a presença de computadores, internet e tablets como ferramentas, também é fundamental que os professores continuem a trabalhar a leitura de livros clássicos. "Não porque eles são 'clássicos', mas porque, com outros, mas talvez melhor do que outros textos, ajudam a pensar sobre o mundo, natural ou social, a compreender as relações com os outros, a fazer as perguntas essenciais da existência e a desenvolver uma crítica às instituições, às informações, às autoridades", defende Chartier. Profundamente respeitado e estudado no Brasil e no mundo, Chartier é professor da Universidade da Pensilvânia e do Collège de France, diretor de estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Ehess), uma das mais importantes faculdades de história do mundo, e é considerado atualmente um dos principais pensadores no que se refere à história do livro e dos hábitos sociais de leitura. Em entrevista à repórter Carmen Guerreiro, o historiador francês fala sobre a importância das diferentes plataformas digitais para a leitura no mundo de hoje, e também frisa sua tese de que o texto muda de acordo com o meio no qual foi publicado - porque mudam também a formatação, a maneira de folhear ou fazer referências, a atenção que se exige. Além disso, o texto está sujeito ao próprio contexto de quem o lê. Para ele, classe social, idade, sexo, religião e outras características são fundamentais para determinar que tipo de leitura uma pessoa fará de um texto. Chartier lembra, no entanto, que na escola a leitura não pode ser reduzida a "exigências utilitárias". "Os livros devem também fazer sonhar, divertir, permitir a reflexão, desenvolver o espírito crítico", afirma.
O senhor defende que a leitura é muito pessoal e que seu significado depende do formato em que ela se apresenta e da interpretação que se dá ao texto. O que isso significa? Toda leitura é um encontro entre um texto e um leitor. Mas, por um lado, o texto lido está sempre em um meio físico de escrita (um livro, uma revista, uma tela), o que contribui para o seu significado. Neste sentido, podemos dizer que formas materiais de escrita afetam o significado dos textos. Esta é a forma do objeto escrito, do formato do livro, do layout, da presença ou não da imagem, etc. Por outro lado, a liberdade de interpretação de cada leitor depende das habilidades, hábitos, normas e práticas de leitura que ele ou ela compartilha com outros leitores que pertencem à mesma "comunidade de leitura", definida por classe social, idade, sexo, religião, etc. A partir daí, surge a ideia de que um texto se transforma. Mesmo que ele não mude em sua literalidade, ao mudar de formas materiais e ao mudar seus leitores - ou leituras.Como isso funciona na escola, em que se cobra a aquisição do mesmo conhecimento de todos os alunos?Aplicada à classe, esta perspectiva deve levar à compreensão de como a materialidade dos textos lidos (no livro, na sala de aula ou na tela do computador) ajuda a indicar o seu status, seu uso, seu significado. E também para compreender o que se espera dessa leitura particular que é a leitura na escola, diferente em suas exigências e seus ensinamentos de outras leituras, feitas em casa ou em um espaço público.
O senhor defende que a revolução do livro eletrônico é talvez mais importante do que a descoberta de Gutenberg. Por quê?Johannes Gutenberg inventou uma nova técnica para a reprodução de texto, acrescentando ou substituindo a imprensa para a cópia do manuscrito. Mas o livro antes ou depois de Gutenberg manteve suas mesmas estruturas fundamentais: as folhas dobradas, contidas em uma encadernação ou capa, e que distribui o texto em folhas e páginas. Este tipo de livro, que nomeamos códex (ou códice), estabeleceu-se no Ocidente entre os séculos 2 e 4 d.C., quando substituiu os rolos, que foram os livros dos gregos e romanos. Com o códice permitiu-se fazer ações antes impossíveis, como escrever lendo, fazer a paginação, um índice definido, folhear um livro, comparar facilmente diferentes passagens. Mas esta primeira revolução do livro não alterou a técnica de reprodução do texto, ainda atribuída somente à cópia do manuscrito. A revolução do e-book é uma revolução técnica (como a invenção da imprensa), uma revolução da plataforma da escrita (como a invenção do códex) e uma revolução na leitura, que desafia as categorias e práticas que definem a relação com a escrita desde o século 18.
Diz-se que os jovens de hoje são desinteressados pela leitura. Como a escola pode reverter esse quadro, levando em conta que precisa trabalhar os "clássicos" da literatura?É seguro dizer que o diagnóstico que afirma a rejeição da leitura entre os jovens deve ser corrigido, tanto pelo sucesso de certas obras ou séries como pelo fato de que telas de computador são telas de texto. A humanidade nunca leu tanto quanto agora. Porque os textos estão em toda parte, porque a alfabetização se tornou necessária devido ao comércio e à administração, porque o mundo digital é basicamente um mundo por escrito. A questão é, portanto, a das práticas que não são mais da tradição literária ou de ensino. Daí o papel da escola. Ela deve ensinar as habilidades necessárias para nossos futuros cidadãos ou consumidores que serão confrontados com a escrita. Deve mostrar que existem diferentes maneiras de ler para diferentes necessidades. Também deve organizar a ordem dos discursos e, assim, manter o lugar dos "clássicos", não porque eles são "clássicos", mas porque, com outros, mas talvez melhor do que outros textos, ajudam a pensar sobre o mundo, natural ou social, a compreender as relações com os outros, a fazer as perguntas essenciais da existência e a desenvolver uma crítica às instituições, às informações, às autoridades.
A forma de dar aula vai mudar por conta das mudanças às quais os livros foram submetidos com o advento da plataforma eletrônica?Não sei. O que eu sei é que as escolas devem ensinar todas as formas da cultura escrita (manuscrita, impressa, eletrônica), conscientizar os alunos de suas diferenças, e os acostumar a usar uma ou outra forma de escrever, para navegar no mundo dos textos como se faz em uma floresta. Sei também que os objetos eletrônicos inventados todos os dias representam um avanço técnico, mas também são mercadorias, que têm um custo abusivo para muitos e que geram lucros (nem sempre justificáveis por sua utilidade). É também uma lição que as escolas devem ensinar em uma crítica sobre a sociedade de consumo. Mas, é claro, um dos deveres das políticas públicas é tornar essas novas oportunidades acessíveis e familiares. Uma última coisa: nas palavras de Emilia Ferreiro, a presença de computadores ou de tablets em sala de aula não resolve por si só os problemas de aprendizagem e transmissão de conhecimentos - e, ao mesmo tempo, pode trazer a "tentação" de reduzir ou excluir o papel essencial dos professores.
Existem hoje experiências digitais com literatura, a exemplo do escritor norte-americano Robert Coover, que encabeça o movimento de "cave writing", no qual o "leitor" imerge em um ambiente 3D e interage com o cenário e personagens da história como se vivesse em seu mundo. Isso muda para sempre a forma como se faz literatura?As experiências de escrita eletrônica, com ou sem 3D, ainda são marginais. E isso porque, provavelmente, se um autor espera de seu leitor a compreensão da obra que ele escreveu em sua coerência, sua identidade, sua totalidade (mesmo sem ler todas as páginas), o livro impresso continua até hoje o objeto material mais adequado para permitir este reconhecimento. Como sabemos, a leitura na frente da tela é fragmentada, descontínua, combina texto e hipertexto, mas não foca a obra em si. Daí a importância ainda marginal (menos de 10% das vendas nos Estados Unidos, menos de 5% nos países europeus) do mercado do livro eletrônico no negócio de venda de livros. Mesmo os autores que praticam amplamente a escrita eletrônica (aquela de blogs, sites, redes sociais) permanecem fiéis à publicação impressa. As experiências que você menciona vão mais longe porque o texto desaparece ou pode desaparecer em favor de um espaço habitado tanto pelos personagens da ficção quanto pelo leitor. O risco não é o de matar por esse realismo do irreal um dos mistérios da literatura, ou seja, o trabalho da imaginação a partir das palavras na página? O leitor parece ser mais livre na medida em que pode intervir na história, mas o preço dessa liberdade aparente não é o da mutilação de sua imaginação, inteiramente sujeita ao espaço definido para ele pelo autor?
Qual é a importância de livros que envolvam experiências digitais hoje para a cultura da leitura?Uma das maiores mudanças no mundo eletrônico é a possibilidade, pela primeira vez, de associar em uma única produção textos, imagens e até sons e celulares, letras ou música. A cultura escrita deve aproveitar esta oportunidade para inventar "livros" novos, tanto de ficção quando para o saber. Não devemos deixar apenas ao mercado de entretenimento, por exemplo aquele dos jogos eletrônicos, a capacidade inédita de articular diferentes linguagens em um mesmo projeto estético ou intelectual, como fazem, por exemplo, as artes do espetáculo.
No Brasil, há certa desconfiança dos professores em relação aos e-books e a outros meios de leitura eletrônica. Por que o senhor acha que isso acontece? Esta relutância ou resistência é muito compreensível (e ela é em parte minha também), já que o texto eletrônico desafia as categorias que definem a escrita, o livro, a obra. Quando ele é livre, gratuito, imediato, o texto eletrônico é muitas vezes coletivo, apaga o nome do autor, é fora da propriedade literária, e justapõe fragmentos. Quando se trata de escrever em forma de e-books, com textos publicados por edições que não permitem a cópia ou a impressão e que os "fecham" aos leitores, a relação é mais forte com o livro impresso, e não com a leitura descontextualizada de fragmentos, sem poder ou querer relatá-los na totalidade da qual eles fazem parte. A ruptura com a ordem da escrita que herdamos é forte e brutal, pois ela faz vacilar as noções de autor singular, de obra original e de propriedade intelectual. A consequência é, portanto, que se a escola não deve ignorar as plataformas de leitura eletrônica, ela deve ensinar seus usos e mostrar o que pode ser esperado em relação a formas mais convencionais de comunicação e publicação.
O que países como o Brasil, que ainda lutam com questões básicas como a alfabetização, podem fazer para transformar a leitura em uma prioridade?O Brasil e outros países comparáveis fizeram ou fazem da entrada na cultura escrita de todos os seus cidadãos uma prioridade justa e necessária. Esta é a chave para que seja estabelecida uma cidadania verdadeira e a possibilidade de um desenvolvimento social e econômico. Mas saber ler e escrever não pode se reduzir a exigências utilitárias. Os livros devem também fazer sonhar, divertir, permitir a reflexão, desenvolver o espírito crítico. A escola deve mostrá-lo, assim como devem acontecer campanhas públicas de instalar o livro e a escrita no coração da cidade, por meio de feiras de livro, encontros nas livrarias, programas nos meios de comunicação visual.
Como um estudioso das tendências de leitura, qual é a sua previsão de como as crianças de hoje vão interagir com a leitura e com os livros como adultos?Os historiadores são os piores profetas, estão sempre errados. Por isso, vou abster-me de qualquer previsão. Prefiro formular um desejo ou um sonho. Com a era digital e os textos eletrônicos, a humanidade possui uma terceira forma de composição, transmissão e apropriação da escrita, em adição aos dois precedentes: a impressão e a escrita manuscrita. Então, só podemos esperar que se estabeleça a coexistência entre essas três formas, que não correspondem nem aos mesmos hábitos de leitura, nem às mesmas necessidades da escrita. A impressão não removeu a publicação manuscrita, que sobreviveu até o século 19, e talvez mais tarde. A invenção do códice não fez os rolos desaparecerem totalmente nos tempos medievais. Por que a escrita eletrônica ou, mais genericamente, o mundo digital, deveria acabar com o controle manual da escrita, ou com as lógicas que controlam a publicação impressa de um livro, uma revista, um jornal, e que não são da web? A resposta depende, também, da nossa vontade coletiva.
Fonte: Revista Educação
Fonte: Revista Educação
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
EAD! Conheça alguns famosos que já fizeram cursos a distância
Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, responsável pelo fim do apartheid
Enquanto estava na cadeia, estudou direito na Universidade de Londres. Apesar de ser o aluno de EAD mais famoso do mundo, não conseguiu obter o diploma por não ter recebido permissão para fazer os exames presenciais ao fim do curso
Enquanto estava na cadeia, estudou direito na Universidade de Londres. Apesar de ser o aluno de EAD mais famoso do mundo, não conseguiu obter o diploma por não ter recebido permissão para fazer os exames presenciais ao fim do curso
Arnold Schwarzenegger, ator e ex-governador da Califórnia
Schwarzenegger conseguiu seu diploma em marketing internacional e administração em 1979, pela Universidade de Winsconsin, graças a um programa de estudos por correspondência, que mais tarde se tornou on-line
Schwarzenegger conseguiu seu diploma em marketing internacional e administração em 1979, pela Universidade de Winsconsin, graças a um programa de estudos por correspondência, que mais tarde se tornou on-line
Marina Silva, ambientalista, ex-senadora e ex-candidata à Presidência pelo PV
Analfabeta até os 16 anos, fez o ensino médio graças ao Telecurso 2000, um projeto de educação pela TV. Mais tarde, licenciou-se em história pela Universidade Federal do Acre, no modo presencial
Analfabeta até os 16 anos, fez o ensino médio graças ao Telecurso 2000, um projeto de educação pela TV. Mais tarde, licenciou-se em história pela Universidade Federal do Acre, no modo presencial
James Franco, ator americano
Por causa da carreira de ator, James Franco havia abandonado a UCLA (University of California, Los Angeles). Mas, por meio do programa de EAD da instituição, obteve o diploma de graduação e está terminando o doutorado em língua inglesa
Por causa da carreira de ator, James Franco havia abandonado a UCLA (University of California, Los Angeles). Mas, por meio do programa de EAD da instituição, obteve o diploma de graduação e está terminando o doutorado em língua inglesa
Hilary Duff, atriz americana
Ao declarar em seu blog, em 2005, que havia começado a estudar em Harvard, provocou desconfiança de muitos e comentários maldosos de outros estudantes de instituição. Mas era verdade: a atriz cursou um programa a distância da universidade
Ao declarar em seu blog, em 2005, que havia começado a estudar em Harvard, provocou desconfiança de muitos e comentários maldosos de outros estudantes de instituição. Mas era verdade: a atriz cursou um programa a distância da universidade
Charles Dickens, escritor britânico, autor de "Oliver Twist"
Aos 12 anos, o escritor precisou largar a escola para trabalhar como operário. Mas era um autodidata e nunca deixou de estudar. Iniciou os estudos a distância na Universidade de Londres, que Dickens descrevia como "universidade do povo", por atender a classe trabalhadora
Aos 12 anos, o escritor precisou largar a escola para trabalhar como operário. Mas era um autodidata e nunca deixou de estudar. Iniciou os estudos a distância na Universidade de Londres, que Dickens descrevia como "universidade do povo", por atender a classe trabalhadora
Jessica Alba, atriz americana
Aos 16 anos, optou por terminar o ensino médio a distância, pela Escola Americana de Estudos Independentes. Foi uma forma de conciliar os estudos com a carreira de atriz
Aos 16 anos, optou por terminar o ensino médio a distância, pela Escola Americana de Estudos Independentes. Foi uma forma de conciliar os estudos com a carreira de atriz
Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil entre 1956 e 1961, responsável pela construção de Brasília
Sem dinheiro para terminar o "secundário" (que corresponde ao atual ensino médio), estudou a distância na biblioteca de Diamantina (MG), para depois prestar os exames oficiais em Belo Horizonte. Com diploma na mão, foi estudar medicina
Sem dinheiro para terminar o "secundário" (que corresponde ao atual ensino médio), estudou a distância na biblioteca de Diamantina (MG), para depois prestar os exames oficiais em Belo Horizonte. Com diploma na mão, foi estudar medicina
Shaquille O'Neal, ex-jogador de basquete da NBA
Após encerrar sua carreira de atleta, O'Neal cursou um MBA na modalidade a distância na Universidade de Phoenix. Ele diz que seu diploma solidifica seu novo papel como homem de negócios
Após encerrar sua carreira de atleta, O'Neal cursou um MBA na modalidade a distância na Universidade de Phoenix. Ele diz que seu diploma solidifica seu novo papel como homem de negócios
Steven Spielberg, diretor de cinema e de séries de TV
Em 1965, Spielberg havia iniciado uma graduação na CSULB (California State University Long Beach), mas acabou abandonando o curso. Completou o bacharelado em artes apenas em 2002, fazendo a distância as matérias que faltavam
Em 1965, Spielberg havia iniciado uma graduação na CSULB (California State University Long Beach), mas acabou abandonando o curso. Completou o bacharelado em artes apenas em 2002, fazendo a distância as matérias que faltavam
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Deu branco e agora?
Quantas vezes escutamos pessoas dizendo que estudaram para uma avaliação, mas, na hora da prova, esqueceram de tudo.Antes de entendermos porque acontece isso devemos compreender que existem três tipos de memórias: recente, intermediária e permanente.
A memória recente pode apagar-se em segundos ou permanecer por até seis horas. Quando alguém nos pede uma caneta emprestada e naquele momento a emprestamos, ou quando pedimos licença para alguém, estamos utilizando a memória recente.
Já a memória intermediária permanece somente até quando sentimos a necessidade de guardá-la, ou seja, até quando for útil. Por exemplo, você memorizou o telefone de um colega de classe no 6º ano, mas no outro ano ele teve que sair da escola e vocês nunca mais se viram. Com o passar dos anos você provavelmente não se lembrará do número de telefone dele, pois não terá mais utilidade.
Por trás da memória permanente estão as grandes emoções vivenciadas em eventos como uma formatura, um passeio com pessoas queridas, ou seja, um momento especial.
Você pode escolher qual memória utilizará para estudar ou decorar, e é isso que determinará seu processo de aprendizagem.
Quando você não está muito interessado no assunto e estuda como mera obrigação, mesmo que passe um dia inteiro estudando, o conteúdo não ficará por mais de seis horas em sua memória.
Isso ocorre porque o cérebro interpreta que a informação não serve para nada, portanto, armazenará os dados por pouco tempo.
Então o primeiro passo é saber como se comportar no momento de estudar. Por mais que não consiga interessar-se pelo conteúdo, se esforce para colocar frases positivas em sua mente: “Esse estudo vai me ajudar a tirar uma boa nota na prova.” “Estudando eu poderei ter mais conhecimento e informações existentes no mundo!”
Mas não adianta somente pensar nas frases, você deve colocá-las em prática também. Sinta a emoção positiva em suas frases. Durante o estudo, vivencie cada palavra.
Encontre um lugar favorável à sua concentração para estudar. A falta de concentração é um dos principais problemas para a memorização. Lembre-se, mantenha o foco no que está fazendo!
Tudo que está registrado no seu cérebro possui imagem, som e sensação, e está localizado em partes diferentes do cérebro, portanto nunca se deve estudar somente de uma maneira, pois se algo de errado ocorrer com aquela parte do cérebro o branco com certeza aparecerá!
Por exemplo: Você estudou para prova lendo em voz alta, mas não grifou nada, não resolveu novamente os exercícios, nem pesquisou em outras fontes sobre o assunto. Na hora da prova é normal a adrenalina ser liberada por todo o corpo. Se um pouco dessa adrenalina parar justamente no local onde está localizada a memória auditiva, ela anestesiará aquela região.
Existem algumas coisas que precisamos decorar, não é somente entender, mas sim memorizar. Para algo ser memorizado o cérebro precisa receber a observação e a associação com algo. Quando nos lembramos de algo, subconscientemente os associamos a outro fato qualquer.
Quando utilizamos leituras repetidas para memorizar, somente metade do conteúdo é retido, o resto perde-se em apenas duas horas depois de memorizado.
Memória, observação e atenção andam de mãos dadas. É difícil lembrar-se de qualquer coisa que não se observa, assim como é difícil observar ou lembrar-se de algo em que não se está interessado em lembrar.
Se quiser melhorar logo sua memória, force a si mesmo a observar qualquer coisa que se deseja recordar.
Para memorizar palavras, frases ou até números é importante desenhá-los em sua mente de uma maneira ilógica, ou seja, que saia do padrão real.
Fonte: Adventista
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